quarta-feira, 14 de março de 2012

Duas Estações

Aqui onde nos encontramos,
onde as estações são apenas duas:
Invernos e Verões.
Observo o fenômeno das
Chuvas e Sóis.

Como ciclos
A chuva fina, leve como vento de verão
apresenta como todos os anos a nova estação.

O inverno sempre seco, vem..
As chuva e as trovoadas
insistem em molhar as tardes de Sol.

O ciclo dotado de novo
resistente apresenta-se
como quem toma o seu lugar

As flores secas do cerrado sorriem
E festejam o renascimento,
as chuvas, as trovadas, as enchentes,
os relâmpagos, o vendaval das águas.

Ao quase zero grau do passar dos meses,
dias frios, onde as borboletas e beija-flores
rezam para que as chuvas se cansem

O Sol aparece tímido dando luz ao
escurecer das nuvens.
Manhãs de Sol, tardes de chuvas…

Depois, Sol, Sol, muito Sol,
Sol de suar, bocas ressecadas,
flores que choram
bichos que pedem por água.

O novo ciclo vem,
Como quem chega para apaziguar
e trazer o equilíbrio a natureza,
Noites de chuva, dias de Sol..

Os relâmpagos, as trovoadas,
As enchentes, o vendaval das águas…

Ninha.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

PRECISO

Palavra, Recitar, entendEr, convenCer, dIzer, eScrever, tenhO

terça-feira, 17 de maio de 2011

Oitavas Revolucionárias

Oitavas Revolucionárias


Visitem o blog dos alunos do CEF 04, um blog inteligente onde os alunos expõem suas opiniões sobre o mundo!!


Abraços,

Eliane

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Caranguejo no ano de Iansã


Ano regido por Iansã, orixá agitado, das tempestades, dona das paixões. É a rainha dos raios, dos ciclones, furacões, tufões, vendavais.

Orixá do fogo que causa medo em qualquer caranguejo desprevenido, daqueles que adora uma estabilidade.

Eparrei!!!Valei-me Iansã!!!

Para demonstrar que o ano é dela, chegou cheia de pose mandou com intensidade e já na virada do ano meu coração batia mais forte. Pressenti: lá vêm os raios de Iansã!

Para demonstrar que sou do amor vesti-me de branco da cabeça aos pés.

- Eu sou de Oxum, pega leve senhora da sedução!

Tanta admiração tenho por ela, quando ela dança, quando chega, quase me falta o ar. Ela não liga para os impactos que causa e já no primeiro dia do seu mandato me impunha a procurar um novo lar.

–Mas Iansã a casa é o lugar mais sagrado do canceriano filho de Oxum.

- Não importa, é ano de transformação!

Eu muito brava com Iansã fui procurar nos jornais, nas paradas de ônibus, nas faixas qualquer anúncio de uma casa.

No primeiro dia de visita ao que seria minha casa nova deparo-me com um “muquifo”, ao qual minha Oxum que adora uma riqueza se assustou, e como uma boa filha de Oxum, chorei a tarde inteira.

No outro dia já recuperada das invenções de Iansã, repensei sobre a ideia de ter um lar novo.

Comecei a imaginar como seria as paredes, os moveis, o cheiro, meu jeito em cada canto, a música de Bethânia ou Gal tocando no rádio em cima da pequena estante.

E nesse instante, senti que Iansã estava certa, a caranguejo aqui precisava crescer e para isso seria necessário tirar-lhe da maré mansa.

É Iansã, você me jogou nessa, mas ainda não me convenceu. Ah, vê se me arruma ao menos um lugar decente!!

E pega leve hein?! Eu sei que é só uma das mudanças que estás tramando!

Eparrei Iansã!!!!!!!!

sábado, 11 de setembro de 2010

Consciente


Não estou cansada, na verdade me sinto até mais sadia nesse momento em que algumas coisas ficam mais visivéis. Estou consciente do que sou e das tantas imperfeições que entendia eu e os que me acompanham.


A fase é de consciência e até mesmo os monstros que carrego nas costas já são meus conhecidos. O legal é que o medo não tem me visitado, porém o frio na barriga é inevitável, mas até este tem me sido importante, pois trás a tal adrenalina que preciso para sentir os impactos da consciência.


Ando sentindo vontade de ler autores que escrevem de maneira mais rebuscada, suas linguagens complicadas, suas frases cheias de simbolismos e ideias que quero decifrar para sentir o novo.


A minha insaciável luta por um pouco mais já está desgastada, e também nem quero mais.

Com meu sorriso largo irei aproveitar meu sábado, estou em paz!



Eliane

11/09/2010

domingo, 22 de agosto de 2010

Vila Brasil




Num interior dessa grande vila chamada Brasil,
nasce uma cidade cujas casas ficam distantes umas das outras.
Árvores e pássaros dos mais raros fazem parte do imaginário das pessoas que chegam.


Num soluçar do tempo urbanizam o cerrado que existia apenas para os raros.

Cimento, chão firme, carros e casas fazem parte do que foi feito para ser admirado.
A imagem de paz dar lugar a cidade.
Juventude tem opções e pode escolher: tem igrejas, tem bares e mais nada o que fazer.

Na escola de lata quem sabe ler é intelectual.
Quem conhece de música que não seja a que os meninos da comunidade cantam na rua- foi por puro descuidado cultural.


Mas um jovem é assassinado, mas ele era assaltante!

Lá de fora seu pai que sempre fora um exemplo a não ser seguido diz em alto é bom tom:
-Ele foi cedo, não chorem era um marginal.

Na tarde de um domingo normal jogam terra em seu rosto.
Sua mãe em desespero pergunta: onde foi que eu errei?
Era pra ser tudo diferente!

- Não, são as estatística, mãe!
Porque ele "escolheu" ser assim?

Terra no seu rosto...

E do resto do seu corpo nasce um flor

Resistente e seco o cerrado cuida de prolongar

a vida do assaltante que teve a vida roubada.




Eli







segunda-feira, 15 de março de 2010

Revolução X Ditadura: o passado


Dessas histórias de amor do passado que fazem do presente um espaço de lembrança- eu sento na minha cadeira e não tenho o que contar.

Um silêncio, um espaço não preenchido que incomoda e provoca inquietação, uma sensação de não ter passado. Talvez por que esse tal de amor que hoje eu julgo acompanhar meus pensamentos- nem sempre fora visto com tanta beleza...

Lembro das andanças na militância comunitária, nos domingos de formação, das noites boêmias por de trás de fogueiras e danças. Meu lema era: "o amor é coisa de burguês", e sorria e caçoava dos colegas que se apaixonavam...(velhos tempos aqueles).



O tempo veio e junto com ele vieram as crises: "a história assassinou todos os meus heróis". Passei a acreditar em atos revolucionários cotidianos, ou seja, o Amor é Revolução. Essa revolução aconteceu rapidamente e eu senti todos os seus efeitos: sexo, dor, desprezo, ciúmes...Aceitava qualquer coisa que me dissessem, aceitava as suas condições.

Não lembrava do Manifesto do Partido Comunista, Marx, Engless, Lênin ou Chê. A vida boêmia agora dá lugar a românticas noites solitárias a espera de um alguém que nunca aparecia, lágrimas e tristezas normatizadas. Um Totalitarismo sentido na pele, vivenciado em torturas psicológicas constantes com um único opresso: o amor.

Transformação social: os ditadores caíram, agora ando em espaço democrático, mas perdi minha memória em algumas das torturas sofridas e aprendi a ter um olhar diferenciado todas as vezes que é ditado a palavra adeus.

Hoje de volta a luta política na construção de "Outros 50 anos para Brasília"- sinto que podemos fazer transformações, podemos ser agentes das nossas histórias. Mas me pego negando tudo que Alexandra Kolontai-revolucionária russa, me ensinou. Tentando fazer da minha mais bela história de amor um espaço ditatorial- reproduzindo toda opressão que aprendi com os ditadores. Mas espera, os meus revolucionários voltaram com uma nova interpretação e são eles que me dizem da Revolução do Amor.