Aqui onde nos encontramos,
onde as estações são apenas duas:
Invernos e Verões.
Observo o fenômeno das
Chuvas e Sóis.
Como ciclos
A chuva fina, leve como vento de verão
apresenta como todos os anos a nova estação.
O inverno sempre seco, vem..
As chuva e as trovoadas
insistem em molhar as tardes de Sol.
O ciclo dotado de novo
resistente apresenta-se
como quem toma o seu lugar
As flores secas do cerrado sorriem
E festejam o renascimento,
as chuvas, as trovadas, as enchentes,
os relâmpagos, o vendaval das águas.
Ao quase zero grau do passar dos meses,
dias frios, onde as borboletas e beija-flores
rezam para que as chuvas se cansem
O Sol aparece tímido dando luz ao
escurecer das nuvens.
Manhãs de Sol, tardes de chuvas…
Depois, Sol, Sol, muito Sol,
Sol de suar, bocas ressecadas,
flores que choram
bichos que pedem por água.
O novo ciclo vem,
Como quem chega para apaziguar
e trazer o equilíbrio a natureza,
Noites de chuva, dias de Sol..
Os relâmpagos, as trovoadas,
As enchentes, o vendaval das águas…
Ninha.


